sábado, 9 de agosto de 2008

Meus Textos

PRISIONEIRO
(Mario Faillace)

Adormecia quando ela chegou. Entrou, sutilmente, sem pedir licença. Fiquei envergonhado pela bagunça: meus sentimentos estavam todos fora do lugar. Tentei mostrar indiferença, mas ela entendia de leitura de brilho dos olhos. Acariciou meu rosto com o dorso da mão. Sua pele era macia. Seu toque suave tinha a forma de um enorme par de algemas. Fez de mim um feliz prisioneiro.

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