"Saiba que os poetas, como os cegos, podem ver na escuridão"
(Chico Buarque)
sábado, 9 de agosto de 2008
Meus Textos
PRISIONEIRO (Mario Faillace)
Adormecia quando ela chegou. Entrou, sutilmente, sem pedir licença. Fiquei envergonhado pela bagunça: meus sentimentos estavam todos fora do lugar. Tentei mostrar indiferença, mas ela entendia de leitura de brilho dos olhos. Acariciou meu rosto com o dorso da mão. Sua pele era macia. Seu toque suave tinha a forma de um enorme par de algemas. Fez de mim um feliz prisioneiro.
Um carioca que tenta entender porque vive numa cidade tão bonita mas tão violenta; que anseia que surja alguem com vontade política (apenas isso) para colocar sua cidade e seu país nos eixos. Mas que está ficando cansado e desesperançado disto.
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