ERA VOCÊ...
(Mario Faillace)
Ela passou apressada. Seu andar era elegante, os gestos suaves e o rosto delicado. Lançou-me um olhar como que distraidamente e espreitou minha reação pelo canto do olho. Resolvi segui-la, mas não conseguia alcança-la. Apressei meus passos, porém era como se caminhasse dentro d'água; chamei-a, mas minha voz saiu como um sussurro. Ela então se deteve, sabia que a situação lhe pertencia. Virou-se devagar, segurando charmosamente os cabelos, e, percebendo minha agonia, estendeu a mão com delicadeza. Seu rosto iluminou-se com o mais belo sorriso que já vi. Percebi, então, que sonhava.
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