domingo, 3 de agosto de 2008

Devaneios


DEVANEIOS

(Mario Faillace)

Acordei pensativo, sem entender porque aquela manhã tão ensolarada estava fria. Percebi, na minha mente enevoada, meu barco do querer à deriva, naquele mar agitado de saudade que me revolvia. Aprumei o corpo e senti que o chão ainda estava por ali. Revi a última vez que a encontrei, em busca da expressão do seu rosto. E, triste, me confortei com o pouco que me pertencia, que não pode ser tirado de mim: a lembrança do seu sorriso.

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